quinta-feira, 6 de outubro de 2011

RECICLAGEM (Rômulo Nunes e Pedro Nunes)











Rômulo Nunes:

Tenha bastante cuidado

Na separação do lixo,

Faças com muito capricho

Para não seres culpado

Por ter o mundo arrasado

Provocando uma surpresa.

Com o fim de tanta beleza

Sem poder mais consertar.

É preciso reciclar

Para o bem da natureza.

Pedro Nunes:

As indústrias poluentes

Não possuem a intenção

De evitar poluição

Nos diversos ambientes,

É preciso que os agentes

Que defendem a natureza

Atuem com muita firmeza

Para o povo se informar.

É preciso reciclar

Para o bem da natureza.

Rômulo Nunes:

Pro desmatamento ingrato

Venho pedir proteção.

Não deixem queimar no chão

Extrato e sub extrato.

Comportamento insensato

Que vai produzir tristeza.

Vamos tratar com firmeza

Podendo denunciar.

É preciso reciclar

Para o bem da natureza.

Pedro Nunes:

Acordar de madrugada,

Ver a serra cachimbando,

Xexéu ao longe gritando,

O canto da passarada

A flora toda orvalhada

Num cenário de beleza,

Por isso tenho certeza

Que para a vida reinar.

É preciso reciclar

Para o bem da natureza.

quarta-feira, 5 de outubro de 2011

CASA FECHADA (Por Pedro Nunes Filho e Pedro Rômulo Nunes)












Pedro Nunes:

Quando eu passo no terreiro

De uma fazenda no Sertão

Que não vejo no oitão

O cavalo do vaqueiro,

Um carro sem o carreiro,

As portas com taramela,

Uma trave em cada janela

Uma porteira quebrada

É triste uma casa fechada

se o dono não mora nela.

Pedro Rômulo Nunes:

Não há bode no chiqueiro

Marimbondo faz morada

Alguma telha quebrada

Não aparece um herdeiro,

Sem galinha no poleiro

Muito mato em torno dela,

Perdendo a cor amarela

Da pintura da fachada.

É triste uma casa fechada

se o dono não mora nela.

Pedro Nunes:

A aba daquela serra

Foi lugar de produção,

Milho, cana e algodão,

Queijo e manteiga da terra,

Nenhuma vaca mais berra,

O curral sem a cancela

É um sinal que revela

A fazenda abandonada,

É triste uma casa fechada

Se o dono morar nela.

Pedro Rômulo Nunes:

Uma porção de fruteira

Tinha por traz da barragem

E a farra da moagem,

Em época rapadureira,

A garapa na lareira

Forma, tachada e gamela.

vinha garota donzela

com toda rapaziada.

É triste uma casa fechada

Se o dono morar nela.

segunda-feira, 3 de outubro de 2011

NATUREZA (Rômulo Nunes)











Como é lindo a gente ver

Aqui nessa região!

O sol quando está descendo

Se aproximando do chão.

Brilhando feito granfino,

Parece até com o divino

Sentado olhando o sertão.

Não se ver separação

do raio n’água tocando!

no alto podemos ver

um passarinho voando!

Assistindo o espetáculo

O ar é seu sustentáculo!

Não sei o que está pensando.

Na água outro nadando

Indo em direção ao fogo!

Com tanta descontração

Usando as regras do jogo!

Nada com facilidade

Com tanta velocidadedade

Nunca precisa de rogo.

Não conheço demagogo

Que tenha tanta riqueza!

Para que possa comprar

Essa poção de beleza!

Tem que ir lá no sertão,

Contratar um artesão

Que goste da natureza.